- Méfiez le trottoir!! Méfiez le trottoir!!
E não lembro de mais nada.
Assim acordei com manchas no rosto e cicatrizes fundas na alma. Ela tentou me avisar com a voz doce e os olhos de um anjo.
Caindo percebi que um passo em falso foi o suficiente para meu esquecimento. Para o esquecimento de mim.
Tudo começou em um gole que desceu amargo pela garganta. Desse gole me arrependo.
Os próximos eram apenas a velha tentativa de afogar o caminho linear que vida direcionava ao inferno.
Um gole em falso. Um passo em falso.
Uma batalha travada entre ego e a solidão. Qual escolher? A qual sucumbir?
- Méfiez le trottoir.
Quisera ter entendido o que ela realmente quis dizer.
Levanto com sangue na boca e asfalto na camisa. Sem lembranças. Sem perdão.
Já nada faz sentido. A boca treme com os dentes moles e incerteza do que sairá dela.
Puxei meu tapete e aprendi a tempo que do chão nossos tropeços não passam.
No chão nossos vacilos aparecem.
fevereiro 1, 2011 às 12:06 am |
Gosto muito dos contos que voce escreve, o sentido figurutativo que voce usa e que consigue trasmitir profundidade ao mensagem…Parabens Ronas !!