“A natureza é um imenso dicionário”
Lineus
Triste, incompreendida, chorava a noite para que poucos pudessem ouvir.
Justo ela que um dia encantará, alimentará a todos que hoje a desprezam e debocham.
Mesmo maltratada, voltava sempre na mesma época para a cidade que a criará desde pequena. Já era bem vinda em casa.
Desprezou uma vez aqueles que não vêem sua importância e bastou a sede e o pó acumularem para que clamassem com rojões e velas sua volta.
Os tempos são outros. As importâncias mudaram.
Hoje se mata a sede com alumínio e arrasta o pó para debaixo do tapete.
E aquela, que alimentou os campos e encheu nossas banheiras, já é vista com desdém. Hoje ela só atrapalha o fluxo sanguinário do caos e não lava mais a alma de ninguém.
Hoje a chuva cai em prantos de tristeza.
janeiro 11, 2011 às 5:21 pm |
Uma salva de palmas pro poeta Innocencio. Amei!!!
janeiro 11, 2011 às 9:39 pm |
Amei e cabe mto bem ao clima chuvoso (mais pra tempestuoso, com cara de revolta) que eu to vendo aqui da janela.