Sete Chaves

By Daniel

“Nada mais comum do que julgar mal as coisas.”

Marco Túlio Cícero

Seus dedos corriam livremente pela máquina de escrever. A cada toque, uma nova sensação, um novo sentimento. Uma obra prima nascia alia.

Ao tirar o papel, lia cheio de orgulho a maestria que acabará de escrever.

E mais uma história ia para o lixo.

Procurava entender a razão porque seus textos sempre tinham um tom agressivo aos olhos. Engraçado que até mesmo sua busca já rendeu uma folha a mais na cesta de idéias.

“… desnudo de emoções, desbravava os céus. Sentia na pele o frio e o calor da noite. E mesmo sabendo que não poderia descrever tais sentimentos, fechou os olhos e sorriu… “

Lixo.

Mais uma história que viria ser história.

Tudo era lindo e obscuro. Belo e tenebroso.

Tudo era dialético.

E como ironia, existia e não.

Um mundo privado do mundo, que só ele e a faxineira conheciam.

8 Respostas para “Sete Chaves”

  1. Disse:

    Roninhas, Roninhas…
    Nada como um momento introspectivo e uma volta triunfal.
    Curti bastante essa seleção de palavras que chama de conto. Parabéns!

  2. danielxavier Disse:

    Me diverti!

  3. Duds Disse:

    é preciso matar nossas donzelas. mas todas?
    ou ele muda o lixo de lugar, ou para de exigir tanto, não é?
    ;-)

  4. Disse:

    Mais um comentário, agora proveniente de uma segunda leitura: dei risada no 6º parágrafo. Tragicômico? Foda-se. Dei risada e ponto final.

  5. - van - Disse:

    num tem mais graça comentar. Eu sempre gosto.
    Escreve alguma coisa ruim pra eu vir te xingar, vai?

    Bjos, meu amor.

  6. Ana Paula Disse:

    O melhor você joga no lixo! Como é bobo!

  7. Uma moça qualquer Disse:

    Meu amor?

  8. Uma moça qualquer Disse:

    Agora sobre o texto:
    É uma pena…

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